Habilidades: docentes orientam e amparam na hora de se equilibrar sobre o caiaque

Os professores do Remadas Solidárias exercem a didática, observam cada avanço dos alunos e os acompanham, respeitando o ritmo de aprendizagem de cada um, sempre estimulando-os a seguir em frente na canoagem, sem parar na primeira queda. Em todas as aulas, a paciência e a vontade de ver os estudantes progredirem no esporte e na sala de aula repercutem mais alto na equipe de instrutores do projeto.
Quando o sol sorriu para a turma, na quinta-feira, dia 22 de setembro, muitos estudantes criaram coragem e se desafiaram a colocar a mão nas águas da Represa São Miguel para aprender a dominar o caiaque. Tailon Chuan Nunes, 13 anos, foi um deles. A seu lado, permanentemente, esteve o professor Edelvan Borelli.
O menino conseguiu ficar equilibrado no caiaque, com as mãos batendo suavemente na água, quatro vezes de 10 segundos. Uma vitória, para quem está começando. “Quando pinta o medo de cair e a gente fica meio assim, o professor dá força para entrarmos na água e enfrentarmos o medo”, relata Tailon, que está matriculado no 4º ano do Ensino Fundamental da Escola Província de Mendoza.

Colegas Tailon e Gabriel Henrique 

Parceiro de Tailon no colégio e no Remadas, Gabriel Henrique Castoldi, 10 anos, conta que o receio do frio e dos tombos é grande, mas o desejo de remar é muito maior.  Uma das orientações dadas por Edelvan aos meninos e aos demais colegas é de que não devem se segurar no caiaque. Caso fizerem isso, é banho de água na certa, porque o equipamento vira. 

Prof. Evandro Pomina e a aluna Vitoria dos Santos

Cerca de dois metros adiante, também no trapiche, o professor Evandro Pomina, todo cuidadoso, ensinou Vitória dos Santos a controlar a respiração, ajeitar a postura e a alternar os movimentos das mãos na água, para evitar que a embarcação vire. Bem pertinho, a docente Renata Santini aplaudiu e, no mesmo instante, auxiliou a sair da água um outro menino que tinha conseguido se equilibrar por um bom tempo sobre  o caiaque.

Professores Evando e Renata Santini orientam os alunos

Todos esses estudantes que estavam sob os olhares dos educadores do Remadas se encontravam numa piscina natural formada pelas bordas do trapiche que dá pé e é usada para as primeiras instruções, quando a gurizada começa a remar com as mãos e a se controlar sobre o caiaque para, depois, então, pegar o remo e dominá-lo. “Eles vão, aos poucos, se equilibrando no caiaque, a partir do movimento com as mãos. Para pegar o remo, precisam dar umas três ou quadro voltas sem cair. Nesse ponto, dá pé e, para ampliar a proteção, eles sempre estão com colete salva-vidas”, ressalta Renata.

Kaillane Vieira recebe atenção do prof. Edelvan Borelli

Kaillane de Lima Vieira, 13 anos, permaneceu por um tempo no caiaque e logo quis subir para o trapiche. A voz do docente Edelvan soou neste instante, lembrando a garota que treino é fundamental em qualquer esporte. “Suavidade com as mãos e olhar para frente, sem desistir. Para se ter equilíbrio no caiaque, é preciso ficar nele, pelo menos, uma hora por dia”, explica Edelvan. Kaillane revela que tem medo de fracassar. Ela conta que o banho de água fria não é nada bom, mas, como quer aprender a remar, escuta a lição do professor e segue adiante.

Texto e fotos: Vânia Espeiorin


 
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